mar 30 2010
Desafio para as grandes empresas…
Pessoal, estou postando a matéria da veja que diz sobre o futuro das redes sociais aqui no Brasil, matéria de Renata Betti.
Há pouco mais de um ano, a Ambev o gigante do setor de bebidas, resolveu experimentar uma nova estratégia para divulgar dois de seus produtos – a cerveja Skol e o Guaraná Antártica.
Para atingir o público de 18 a 35 anos, a companhia passou a criar filmes engraçados no site de compartilhamento de videos YouTube, como o de um dragão fazendo embaixadinhas que se transformava no craque Ronaldo.
Só no primeiro dia, mais de 400 000 pessoas assistiram a a peça publicitária. A experiência foi considerada promissora e, em julho do ano passado (2009), a Ambev decidiu criar uma equipe dedicada exclusivamente a divulgar a marca Skol nas redes sociais da internet. Sob o comando do administrador Sérgio Eleutério, de 29 anos, quinze profissionais monitoram 24 horas em que a marca está presente: Twitter, Orkut, Facebook, Orkut, YouTube, Flirck, Blip.fm, Drimio, e Last.fm.
O que a multinacional faz não é um ato isolado. Grandes empresas brasileiras estão criando departamentos nesses mesmo moldes. Não é de hoje que as corporações buscam explorar as potencialidades da internet para interagir com os clientes. O que chama a atenção agora é o vulto que a estratégia vem tomando. Uma pesquisa da Universidade de Duke, dos Estados Unidos, revela que atualmente, 10% do orçamento de marketing das empresas é redirecionado as redes sociais. Em cinco anos, essa fatia dobrará de tamanho. “Em algumas companhias, como a nossa, o investimento nas redes é o segundo em Marketing” afirma Eleutério.
Monitorar o que se diz da empresa na Web é dos pontos cruciais do negócio. “Independentemente da vontade das empresas, as pessoas vão comentar sobre elas na rede, para o bem ou para o mal. Quem quiser sair na frente terá de entender a regra do jogo: fazer com que prevaleçam os comentário positivos”, diz Pedro Resende, 32 anos, fundador da Riot.
Não é exagero dizer que ficar de fora desse ambiente é uma estratégia arriscada. Tanto que já é bastante expressivo o número de companhias que usam pelo menos alguma desse tipo: quase 70% das 100 maiores marcas do mundo. Um estudo feito por duas consultorias americanas especializadas no assunto inclui ainda que há relação entre esse investimento e a lucratividade. Quando mais “engajada” a empresa na internet, maiores são suas chances de retorno financeiro. Em um ano, as primeiras do ranking tiveram até 20% de acréscimo do faturamento. É o caso da Starbucks que encabeça a lista. Depois de ter centenas de lojas fechadas nos EUA em 2008, o gigante dos cafés identificou uma janela de oportunidades no meio virtual. Criou uma comunidade no Facebook para que as pessoas fizessem sugestões e discutissem abertamente o que achavam da marca. Em poucos meses, a comunidade tornou-se uma das mais populares do site com 6 milhões de de fãs atualmente. Além de aumentar as vendas, a medida a imagem da empresa. Resume o publicitário Marcelo Tripoli. “A Starbucks adotou a melhor tática que existe na rede: abriu um espaço que fomenta o diálogo entre as pessoas sobre a sua marca”.
Ao abrirem espaço para criticas, as empresas transmitem aos consumidores o recado de que, se eles encontrarem um problema, elas estarão dispostas a resolvê-lo (ou tentar, pelo menos). O grupo Pão de Açúcar, por exemplo, a anunciou anunciou recentemente a criação de um departamento voltado às redes sociais. O investimento, de 10 milhões de reais para 2010, é um dos mais altos da empresa. “Com o crescimento de sites como o Orkut, Facebook e Twitter, e a mudança na forma como as pessoas conversam entre si, entendemos que ou o Pão de Açúcar entrava com força no meio digital, ou ficava para trás, diz Hugo Bethlem, vice presidente do grupo. A ideia, que veio diretamente de Abílio Diniz (ele própio tem seu perfil no twitter, com quase 14.000 seguidores), é simples: fazer com que as redes sociais o papel tradicional da ouvidoria – só que de forma mais dinâmica. Foi o que aconteceu com uma cliente que reclamou pelo Twitter sobre a falta de um produto no supermercado Extra. Em questão de minutos, um funcionário da empresa respondeu à sua mensagem indicando onde comprar o item no site da marca. Logo depois, a mulher postou uma frase elogiando o atendimento e recomendando o serviço para os amigos.
Não são apenas as grandes corporações que usam as redes sociais em sua estratégia de Marketing. Ao contrário dos anúncios publicitários, em geral caríssimos, muitas ações feitas nas redes sociais tem custo acessível para pequenas e médias empresas. “O principal investimento é meu tempo”, diz Marcos Leta, fundador de um negócio de sucos naturais que usa a internet para se promover.
E você já sabe qual estratégia irá adotar para sua empresa? Entre em contato conosco e descubra as possíbilidades